“A Igreja não toma partido por um candidato”, afirma Dom Roberto Francisco sobre discernimento político

Em mensagem direcionada aos fiéis, o bispo diocesano Dom Roberto Francisco prestou esclarecimentos sobre a postura da Igreja e da CNBB diante do cenário político e eleitoral. O bispo reforçou que o papel da Igreja e do clero é orientar, formar consciências e incentivar o discernimento à luz do Evangelho e da Doutrina Social, sem impor candidaturas ou vetar partidos. “A Igreja não toma partido por um candidato. A missão dos bispos e dos clérigos é simplesmente ajudar nesta formação política, na espiritualidade que una fé e política. Quem impõe um candidato está manipulando a consciência do eleitor, é totalmente contrário à ética”, declarou Dom Roberto Francisco.

O bispo reafirmou seu compromisso em acolher e dialogar com candidatos de diferentes frentes partidárias cujos projetos busquem o bem comum, a justiça social e a defesa da cidadania, repudiando qualquer tentativa de controle do voto dos fiéis. “Incidir no voto para apoiar um candidato explícito, nunca o faremos e nunca o fiz. Todos os candidatos que me pedem uma audiência, eu concedo e os acolho muito bem. Eu odeio — e nunca farei — o voto a cabresto”, enfatizou o bispo.

Ao abordar iniciativas como a Pastoral da Fé e Cidadania e o Centro de Estudos Políticos Dom Helder Camara, o bispo enfatizou que o objetivo é fortalecer a democracia e encorajar a participação dos leigos em conselhos paritários e na vida pública. Dom Roberto reiterou ainda sua postura de acolher e manter diálogo aberto com candidatos de diversas vertentes partidárias cujos projetos sejam voltados para o bem comum e a justiça social.

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